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Plano de aula de frações 6º ano BNCC

Plano de aula: Frações – 6º ano | Ideia Pedagógica

Ensinar frações no 6º ano exige ir além da regra: o aluno precisa enxergar a fração como parte de um todo, como divisão e como número na reta. Neste post você encontra um plano de aula de frações para o 6º ano alinhado à BNCC, com objetivos, habilidades, passo a passo e avaliação, pronto para adaptar à sua turma.

Frações no dia a dia Uma pizza dividida em oito pedaços, com três pedaços destacados, acompanhada da fração três oitavos. Frações no dia a dia Três pedaços de um total de oito: 3/8 Três oitavos da pizza.

A fração mostra quantas partes foram consideradas em relação ao total de partes iguais.

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Dados gerais da aula

Ano/Segmento 6º ano do Ensino Fundamental
Componente Matemática
Unidade temática Números
Tema Frações: significados, representação e comparação
Duração 2 aulas de 50 minutos

Habilidades da BNCC

  • EF06MA07: compreender, comparar e ordenar frações associadas às ideias de partes de inteiros, resultado da divisão, razão e operador.
  • EF06MA08: reconhecer que os números racionais positivos podem ser expressos nas formas fracionária e decimal, estabelecer relações entre essas representações, passando de uma representação para outra, e relacioná-los a pontos na reta numérica.

Dica: confira a redação oficial das habilidades no documento da BNCC e ajuste conforme o currículo da sua rede.

Objetivos de aprendizagem

  • Reconhecer a fração como parte de um todo, como resultado de uma divisão e como operador.
  • Representar frações por desenhos, materiais concretos, símbolos e na reta numérica.
  • Comparar e ordenar frações simples, identificando frações equivalentes.
  • Resolver situações-problema do cotidiano que envolvam frações.

Materiais

  • Folhas de papel sulfite ou tiras de papel coloridas
  • Tesoura e régua
  • Lápis de cor
  • Quadro e piloto
  • Atividade impressa (disponível no arquivo em Word)

Desenvolvimento da aula

Aula 1: Descobrindo a fração (50 min)

  1. Acolhida e problematização (10 min): pergunte à turma: "Se uma pizza foi dividida em 8 pedaços e você comeu 3, que parte da pizza você comeu?". Deixe os alunos explicarem com as próprias palavras e registre as respostas no quadro.
  2. Exploração com material concreto (20 min): em duplas, os alunos dobram e recortam tiras de papel em 2, 3, 4, 6 e 8 partes iguais. Eles colorem partes e escrevem a fração correspondente.
  3. Sistematização (15 min): apresente os termos numerador e denominador e os diferentes significados da fração: parte-todo, divisão e operador (ex.: 1/4 de 20).
  4. Fechamento (5 min): cada aluno escreve uma situação do dia a dia em que usamos frações.
Numerador e denominador A fração três quartos. O número três é o numerador e indica as partes consideradas. O número quatro é o denominador e indica o total de partes iguais. Conheça os termos da fração 3 4 Numerador Indica as partes consideradas. Denominador Indica o total de partes iguais.

Em 3/4, consideramos 3 partes de um inteiro dividido em 4 partes iguais.

Aula 2: Comparando e representando (50 min)

  1. Retomada (10 min): relembre com a turma o que foi aprendido, usando as tiras da aula anterior.
  2. Comparação e equivalência (20 min): com as tiras, os alunos descobrem que 1/2 = 2/4 = 4/8 e comparam frações como 3/4 e 2/3. Registre as conclusões no quadro.
Frações equivalentes Três barras do mesmo comprimento representam um meio, dois quartos e quatro oitavos. Em cada barra, metade está colorida. Frações equivalentes 1/2 2/4 4/8 1/2 = 2/4 = 4/8 As três frações representam a mesma quantidade: metade.

As partes podem ter tamanhos diferentes, mas a quantidade colorida continua sendo a metade.

  1. Reta numérica (10 min): desenhe uma reta de 0 a 1 e localize frações como 1/2, 1/4 e 3/4, relacionando também à forma decimal (0,5; 0,25; 0,75).
  2. Atividade individual (10 min): resolução da lista de exercícios impressa.
Frações na reta numérica Reta numérica de zero a um, dividida em quatro intervalos iguais, com marcações em um quarto, um meio e três quartos, acompanhadas dos números decimais correspondentes. Frações na reta numérica 0 1/4 1/2 3/4 1 0,25 0,50 0,75 Cada intervalo corresponde a um quarto do inteiro.

A reta numérica mostra que as frações também são números e ocupam posições específicas.

Comparação entre três quartos e dois terços Duas barras do mesmo comprimento mostram três quartos e dois terços. A barra de três quartos tem uma porção colorida maior. Comparando 3/4 e 2/3 3/4 2/3 3/4 > 2/3 Três quartos representam uma quantidade maior.

Para comparar, observe as porções coloridas em inteiros de mesmo tamanho.

Avaliação

A avaliação é processual, observando a participação nas duplas, a qualidade das representações e a resolução da atividade final. Critérios sugeridos:

  • Representa corretamente uma fração por desenho e por símbolo.
  • Compara frações com apoio de material ou da reta numérica.
  • Resolve problemas simples com frações e explica seu raciocínio.

Adaptações possíveis

  • Para quem precisa de mais apoio: manter o material concreto por mais tempo e trabalhar apenas com meios, terços e quartos.
  • Para quem avança mais rápido: propor frações equivalentes com denominadores maiores e problemas com mais de uma etapa.
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Tem o passo a passo, a atividade impressa e espaço para suas anotações.

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E você, como adaptou essa aula?

Se você aplicou este plano, conte nos comentários como foi na sua turma: o que funcionou, o que você mudou e quais materiais usou. Sua experiência pode ajudar outros colegas professores. 💬

Continue acompanhando o Ideia Pedagógica: toda semana tem um novo material para a sua sala de aula.

 

Plano de Aula: A Fascinante Origem dos Números

1. Dados de Identificação

  • Escola: (a ser preenchido)

  • Professor(a): (a ser preenchido)

  • Disciplina: Matemática

  • Ano: 6º ano do Ensino Fundamental

  • Tema da Aula: A Origem dos Números e os primeiros sistemas de numeração

  • Duração: 50 a 100 minutos (1 a 2 aulas)

2. Justificativa

Compreender a origem dos números é essencial para que o aluno perceba a Matemática como uma construção humana, cultural e histórica, e não como um conjunto de regras prontas e acabadas. Ao conhecer como diferentes povos criaram formas de contar e registrar quantidades, o estudante desenvolve uma visão mais crítica e contextualizada sobre o sistema de numeração que usamos hoje.

3. Objetivos

Objetivo Geral:

  • Compreender o processo histórico de criação dos números e a necessidade humana de contar, reconhecendo a existência de diferentes sistemas de numeração.

Objetivos Específicos:

  • Refletir sobre a necessidade que levou a humanidade a inventar os números.

  • Conhecer o método da correspondência um a um (como a contagem com pedras) como a primeira forma de contagem.

  • Identificar as características de sistemas de numeração antigos, como o Egípcio e o Romano.

  • Comparar diferentes sistemas de numeração, destacando suas semelhanças e diferenças com o sistema que usamos atualmente (indo-arábico).

4. Habilidades da BNCC

Esta aula está alinhada à Base Nacional Comum Curricular, contemplando a seguinte habilidade do 6º ano:

  • EF06MA02: Reconhecer o sistema de numeração decimal, como o que prevaleceu no mundo ocidental, e destacar semelhanças e diferenças com outros sistemas, de modo a sistematizar suas principais características (base, valor posicional e função do zero).

5. Conteúdos

  • A necessidade humana de contar.

  • A correspondência um a um (pastoreio e a origem da palavra "cálculo").

  • Sistemas de numeração antigos: Egípcio e Romano.

  • Comparação entre sistemas: o valor posicional e a função do zero.

6. Metodologia / Desenvolvimento da Aula

A aula será dividida em três momentos principais, utilizando uma abordagem investigativa e lúdica.

1º Momento: Sondagem e Problematização (15 minutos)

  • Atividade: O professor inicia a aula com uma roda de conversa para aguçar a curiosidade dos alunos. As perguntas norteadoras podem ser:

    • "Será que os números sempre existiram?"

    • "Como será que as pessoas faziam para controlar a quantidade de animais ou de alimentos antes de existirem os números?"

    • "O que vocês fariam para contar quantos colegas estão na sala hoje se não soubessem os números?".

  • Objetivo: Levantar os conhecimentos prévios da turma e criar um ambiente de investigação sobre o tema.

2º Momento: Desenvolvimento e Contextualização Histórica (25 minutos)

  • A história da contagem:

    1. O professor explica que, no passado, o homem não precisava contar, mas com a fixação à terra, a agricultura e o pastoreio, surgiu essa necessidade .

    2. Correspondência um a um: Apresenta o exemplo do pastor que controlava seu rebanho usando um saco de pedras. Para cada animal que saía para pastar, ele colocava uma pedra no saco. No final do dia, para cada animal que voltava, ele retirava uma pedra. Se sobrasse uma pedra, significava que um animal havia se perdido. O professor destaca que a palavra "cálculo" vem do latim calculus, que significa "pedrinha".

  • Conhecendo outros sistemas de numeração:

    1. O professor explica que, com o tempo, diferentes civilizações criaram símbolos para representar as quantidades. Apresenta, de forma expositiva e com imagens, dois sistemas:
      • Sistema Egípcio: Um sistema de base 10, mas aditivo (não posicional). Mostrar os símbolos (bastão, asa, corda, etc.) e como formavam os números.

      • Sistema Romano: Apresentar os símbolos (I, V, X, L, C, D, M) e as regras básicas de repetição e subtração (ex: IV = 4). É um sistema que os alunos provavelmente já viram em relógios ou capítulos de livros.

    2. O professor desafia a turma: "Será que com os símbolos egípcios ou romanos é fácil fazer contas como 123 + 456? E escrever números muito grandes?"

3º Momento: Atividade Prática em Duplas (10 minutos)

  • Proposta: Os alunos, em duplas, receberão uma pequena folha com atividades para fixar o conteúdo.

    1. Represente os números a seguir no Sistema de Numeração Romano:

      • a) 15 = _______________

      • b) 23 = _______________

      • c) 48 = _______________

    2. Desafio dos egípcios: Se o símbolo de um traço vertical (I) vale 1 e um arco (C) vale 10, como um egípcio escreveria o número 32? (Desenhe os símbolos).

    3. Reflita e responda: Qual a principal diferença entre o nosso sistema de numeração (indo-arábico) e o sistema romano? (Espera-se que percebam que no nosso sistema a posição do algarismo muda o valor, o que não acontece no romano ou egípcio).

7. Recursos Didáticos

  • Quadro branco ou negro e pincéis/giz.

  • Projetor multimídia (opcional, para mostrar imagens dos sistemas de numeração).

  • Imagens impressas ou slides com os símbolos egípcios e romanos.

  • Folhas de atividade impressas para os alunos.

  • Pequenas pedras ou sementes (para a demonstração da contagem por correspondência).

8. Avaliação

A avaliação será processual e contínua, observando a participação e o envolvimento dos alunos nas discussões e atividades.

  • Participação: Contribuições relevantes durante a roda de conversa inicial.

  • Atividade prática: Correção e análise das respostas da folha de atividades, verificando se o aluno compreendeu a lógica dos sistemas apresentados.

  • Reflexão final: Observar a capacidade do aluno de comparar os sistemas antigos com o atual, identificando as vantagens do sistema posicional que usamos .

9. Referências

  • BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.  

  • Site da SME Goiânia. Matemática – Origem dos números. 

  • Portal UEL. Origem dos números.

Por que estudamos Matemática?

Coloque a garotada para explorar e descobrir a importância dessa ciência no cotidiano

 Pessoa manipula calculadora. Imagem: SXC.HU


Objetivo

Entender a aplicação de conceitos matemáticos em diversos campos de trabalho

Conteúdo

Fundamentos da Matemática

Anos

Ensino Médio

Tempo estimado

Três aulas

Material necessário

Cópias da reportagem "Candidatos ao Oscar" (Veja, 2336, 28 de agosto de 2013)

Desenvolvimento

1ª etapa

Distribua cópias da reportagem de Veja e faça a leitura com a turma. Questione-os sobre sua relação com a Matemática. Acham fácil ou difícil? É interessante? É útil? Passariam parte de suas férias em um instituto como o mostrado na reportagem?



É esperado que alguns alunos demonstrem aversão à disciplina e não consigam pensar em sua utilidade. Nesse momento, apresente o tema da aula e convide-os a explorar o uso da Matemática no cotidiano.

2ª etapa

Levante com a turma algumas situações em que eles acreditam em que a Matemática possa ser útil. Explique que a aula focará sobre o uso de conceitos da disciplina no trabalho. Divida a turma em grupos para que eles explorem melhor o tema. Os agrupamentos podem se debruçar sobre a utilidade da Matemática na construção civil, na nutrição, no jornalismo, etc. Instrua os alunos a procurar profissionais dessas áreas para que eles possam dar depoimentos sobre a presença desse campo de estudo em suas vidas. Para que a atividade seja bem realizada, monte com a turma uma pauta com as questões que podem ser feitas aos profissionais. Entre as perguntas levantadas pela sala, estão:
- Quais conceitos da Matemática aprendidos na escola você utiliza no seu dia a dia?
- Você faz cálculos de cabeça e com o papel ou usa o auxílio de programas de computador e calculadoras?
- Quais conceitos de Matemática você nunca mais utilizou?




3ª etapa

Peça que os alunos apresentem os resultados das pesquisas realizadas. Intervenha propondo questões que os levem a pensar de maneira mais crítica sobre o uso da Matemática no cotidiano. Estimule a classe a comentar as apresentações de cada grupo sugerindo outras situações em que a Matemática possa ser usada. Durante as apresentações, anote no quadro as principais informações levantadas pelos alunos de modo que seja possível comparar as profissões ao final da discussão.

Mostre à turma como conceitos diferentes se relacionam com cada profissão. Explore com a turma os conteúdos que foram considerados irrelevantes, mostrando algumas aplicações deles na vida fora da escola e sua importância para o desenvolvimento do próprio raciocínio matemático. 

4ª etapa

Retome a reportagem de Veja. Pergunte aos alunos se eles pretendem seguir alguma das profissões que foram pesquisadas. De acordo com as respostas dadas, pergunte se agora eles se sentem mais dispostos a estudar a disciplina.

Avaliação
Peça que os alunos elaborem uma ficha resumindo os principais pontos da entrevista e escrevam  um pequeno texto destacando os principais pontos observados durante as apresentações e discussões. Avalie o empenho nas pesquisas, o resultado do trabalho apresentado e as mudanças ocorridas no falar sobre Matemática.


Valéria Garcia Dias de Araujo

Professora da Escola Viva e da EE Visconde de Itaúna, na capital paulista, e pós-graduada em Educação Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br