Ideia Pedagógica

UM POUCO DA HISTÓRIA DOS NÚMEROS




EU VOU FLAR AGORA
ESSA HISTÓRIA DE “CONTAR”...
COMO TUDO COMEÇOU!
VOCÊ JÁ OUVIU FALAR?

DESDE O COMEÇO DO MUNO
AS PESSOAS CONTAVAM
OS OBJETOS QUE FAZIAM
E OS ANIMAIS QUE PASTAVAM.

CONTAVAM S MUDANÇAS DA LUA
E ASSIM MEDIAM O TEMPO.
CONTAVAM AS ÁRVORES NOVAS
QUE BALANÇAVAM AO VENTO.

CADA POVO FEZ ENTÃO
SÍMBOLOS DIFERENTES
DEIXANDO PARA A HISTÓRIA
CONQUISTAS DE SUA GENTE.

OS SÍMBOLOS QUE USAMOS
NA NOSSA MODERNIDADE
FORMAM OS NÚMEROS,
QUE REGISTRAM QUANTIDADES.

ESSES SÍMBOLOS SÃO CHAMADOS ALGARISMOS: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 E 0.

CURIOSIDADE:
NAS CALCULADORAS E NOS RELÓGIOS DIGITAIS, OS ALGARISMOS SÃO ESCRITOS A PARTIR DO MODELO AO LADO.

01.  VEJA OS ALGARISMOS DE 0 A 6 E PINTE PARA FORMAR 7, 8 E 9.

NA FRENTE, ATRÁS, EM CIMA, EMBAIXO, ENTRE, PERTO, LONGE E AO LADO.

  1. CHICO BENTO E ZÉ LELÉ ESTÃO LEVANDO A ROSINHA PARA UM PASSEIO NO BURRINHO.
INSERIR IMAGEM DE PESSOAS PASSEANDO EM BURRINHO, PUXANDO E EMPURRANDO.
QUEM ESTÁ SE CANSANDO NESSA HISTÓRIA?
  • CONTORNE COM LÁPIS VERMELHO QUEM ESTÁ EM CIMA DO BURRINHO.
  • CONTORNE COM LÁPIS VERMELHO QUEM ESTÁ NA FRENTE DO BURRINHO.
  • FAÇA UM X NO QUE ESTÁ EMBAIXO DO BURRINHO.
  • CONTORNE COM LÁPIS VERMELHO QUEM ESTÁ ATRÁS DO BURRINHO EMPURRANDO O CARINHO.

  1. ANA, BETO E RUI GOSTAM DE BRINCAR DE CORRER!
PINTE CADA CAMISETA DE ACORDO COM A LEGENDA ABAIXO:
AZUL QUEM ESTÁ NA FRENTE DOS OUTROS DOIS.
AZUL QUEM ESTÁ ATRÁS DOS OUTROS DOIS.
AZUL QUEM ESTÁ ENTRE O DA FRENTE E O DE TRÁS.

  1. PEDRO ESTÁ CHAMANDO SEU CACHORRO PARA BRINCAR.
CONTORNE COM UM QUADRADO O CACHORRO QUE ESTÁ MAIS PERTO DE PEDRO.
CONTORNE COM UM TRIÂNGULO O CACHORRO QUE ESTÁ MAIS LONGE DE PEDRO.

  1. USANDO A CRIATIVIDADE: INVENTANDO UMA HISTÓRIA!
OBSERVE A CENA ABAIXO E INVENTE UMA HISTÓRIA JUNTO COM SEUS COLEGAS.
USEM EXPRESSÕES COMO EMBAIXO, EM CIMA, ENTRE, NA FRENTE, ATRÁS, AO LADO, PERTO E LONGE.
AGORA PINTE A CENA. DEIXE TUDO BEM ALEGRE, BEM COLORIDO.

A NECESSIDADE DOS NÚMEROS


Com o surgimento da agricultura e da pecuária, nossos antepassados deixaram de ser nômades. Isso ocorreu por volta de 30 000 anos atrás. Com a criação de rebanhos, a duração de períodos de tempo (quantidade de dias entre duas luas cheias, por exemplo) e o número de membros que a família possui para determinar a quantidade de comida necessária à sua sobrevivência, houve a necessidade de criar mecanismos de contagem.
            Para isso, era preciso criar símbolos que representassem essas quantidades. Mas, durante a história da humanidade, contar e registrar as quantidades por meios de símbolos nem sempre foram atividades simples.
            Inicialmente, esses registros eram feitos de maneiras diversas, variando de acordo com o modo de usar do povo que o criou. Porém, uma característica era comum: a correspondência um a um. Conta-se que, para representar a quantidade de ovelhas de seu rebanho, o homem usava uma pedra para cada animal, formando, assim, um montinho de pedras que representava a quantidade de ovelhas que saiam para pastar durante o dia. Outras maneiras de fazer essas representações consistiam em riscos em pedras, ossos e pedaços de madeira, nós em cordas ou cipós, ou, ainda, associando os dedos das mãos e dos pés às quantidades.
            O tempo passou e as pessoas começaram a se organizar em grupos cada vez maiores (as aldeias), que ao longo do tempo se tornaram cidades. Trabalhando com quantidades cada vez maiores, houve a necessidade de aprimoramento dos métodos usados para a contagem e o registro desses valores, surgindo os primeiros símbolos usados na representação das quantidades e, consequentemente, os primeiros sistemas de numeração, com regras próprias, que variavam dependendo de qual civilização o criou.
            Veja no quadro abaixo a representação de alguns símbolos e os respectivos sistemas de numeração ao qual pertencem.

SENSO NUMÉRICO


Quando olhamos para uma fruteira em cima de uma mesa, normalmente sabemos quantas frutas há nela sem a necessidade de contar as frutas uma a uma.
Quando olhamos para um pequeno grupo de amigos sabemos de imediato quantos elementos compõem esse grupo. Isso é possível porque nós humanos e os animais, em geral, são dotados de Senso Numérico (capacidade de reconhecer e comparar pequenas quantidades). 
Não devemos confundir senso numérico com contagem (capacidade de maior complexidade e que em todo o reino animal somente nós seres humanos a possuímos).
Os animais não sabem contar, mas são dotados de senso numérico que permite a eles reconhecer pequenas quantidades na natureza, fundamental no processo de sobrevivência.
Alguns exemplos:
Quando retiramos 2 ou 3 ovos de um ninho de pássaro que contenha 7 ou 8 ovos, provavelmente  o pássaro abandonará esse ninho, pois notará que a quantidade de ovos foi alterada.
As leoas conseguem reconhecer quantos elementos possui seu grupo e comparar com um grupo invasor, avaliando se é possível enfrentar as leoas concorrentes para defender seu território ou o melhor a fazer é fugir.
Alguns experimentos já foram feitos com animais para verificar o uso prático do senso numérico na natureza. Cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, usaram macacos em um desses experimentos. A experiência consistiu em oferecer dois pratos contendo chocolate: um contia 6 pedaços de chocolate e, o outro, 7 pedaços. Os cientistas observaram que na maioria das vezes o prato escolhido era o que continha 7 pedaços. Porém, quando o número de pedaços de chocolate era muito grande, os macacos não conseguiam diferenciar as quantidades e escolhiam qualquer um dos pratos, mostrando, assim, que o senso numérico é limitado a quantidades pequenas.
Qual a vantagem para um animal ser dotado de senso numérico?
Isso garante a sua sobrevivencia, pois permite a ele limitar o número de membros de seu bando, obter alimento na quantidade certa, controlar o número de filhotes por ninhada entre tantas outras.
A natureza é realmente surpreendente!